Há muitas inseguranças que estão permeando o imaginário coletivo quanto ao fim do mundo. Guerras com ameaças do uso de armas atômicas, o avanço exponencial da Inteligência Artificial, o colapso climático…. O escritor Alessandro Sbordoni, no entanto, faz uma provocação interessante em seu livro mais recente “Semiótica do Fim: Nova Perspectiva do Apocalipse” (2025): “Se é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo, é apenas porque ainda não imaginamos nada. O fim é apenas o começo.”
Neste contexto, todas as frentes criativas já estão criando suas percepções de como serão as casas, roupas, fábricas, restaurantes e lugares de comércio quando os recursos estarão escassos, inclusive o próprio oxigênio. A estética de bunkers e traje Hazmat permeiam grande parte do imaginário de quem acredita num fim do mundo próximo, como a casa Sofia, no México, e o designer belga Elmo Mistiaen, que usa AI para explorar a moda biomórfica.
Séries e filmes são também uma das maiores formas de espalhar ao grande público os cenários distópicos. Dentre o catálogo de maiores sucessos no streaming, Silo já anunciou sua terceira temporada.