Esqueça o minimalismo de Carolyn Bessette e a neutralidade estética dos anos 1990. Se depender das divas pop, de ontem e de hoje, a primeira década dos anos 2000 voltaram com tudo. Baby dolls, rendas delicadas e pijamas aparentemente inocentes… A reapropriação crítica desses códigos dóceis e femininos atrelados a cigarros, olhares entediados e outras expressões de desdém, estão espalhados por toda parte.
A feminilidade que se monta para, logo em seguida, se desestabilizar. A nostalgia é palpável e explícita na performance recente de Sabrina Carpenter que convidou Madonna para subir ao palco do Coachella, usando o mesmo look de 20 anos atrás. Recentemente, as revistas Glamour Brasil e Cosmopolitan americana estamparam suas capas com referências estéticas à la Virgens Suicidas — filme de 1999, que marca a estreia de Sofia Coppola como diretora.
A ID fez o mesmo, porém numa linguagem mais cult, com a artista, diretora de fotografia, modelo e atriz canadense, Petra Collins. No Rio Fashion Week, Karoline Vitto e Hisha, cada uma à sua maneira, também se apropriaram de códigos que brincam com o romantismo e a provocação das garotas que só querem se divertir.