A tinta transcende sua função como matéria-prima para ser também uma linguagem de expressão. Em um cenário marcado pela valorização da individualidade, pintura, maquiagem e performance convergem, transformando o corpo em uma superfície de experimentação criativa.
A pintura facial extrapola os limites tradicionais de olhos, lábios e rosto, com traços que se expandem como pinceladas livres em uma estética artística e experimental. Esse diálogo aparece de forma marcante na exposição Draw Me a Face, do fotógrafo Pierre E. Testard com a maquiadora Tiziana Raimondo no qual eles transformam desenhos infantis em maquiagens. Já a revista comemorativa pelos 30 anos da Acne Studios, cujo editorial de capa, A Blank Canvas, fotografado por Carlijn Jacobs, transforma a pele em uma tela em branco para explorar cor, textura e liberdade criativa.
Para o desenvolvimento de sua mais recente coleção de alta costura, a Dior buscou inspiração na artista norte-americana Linda Benglis, reconhecida pelo uso expressivo de pigmentos. O resultado é uma coleção que traduz o gesto da pintura em volumes orgânicos, texturas e construções que parecem moldadas em movimento.