O crescimento da autonomia financeira e da presença feminina em espaços de poder amplia não apenas as escolhas, mas também os discursos possíveis sobre a maternidade. Atualmente, a narrativa sobre o tema se expande para acolher múltiplas identidades: a mãe que trabalha, que deseja, que erra, que aprende.
Nesse novo cenário, a maternidade deixa de ser um lugar fixo. As mães podem ser sexy, acima de 40 anos (alou, Sienna Miller!), ocuparem seus corpos com prazer, vaidade e expressão. Nada disso entra em conflito com o cuidado e esta reconciliação é, por si só, um gesto de liberdade.
A vida da mãe se desdobra em novas facetas. Há espaço para a profissional ambiciosa, para a mulher que cultiva hobbies, para quem investe em autocuidado, para quem redescobre sua identidade para além da maternidade. Ser mãe não anula outras versões de si e as redes sociais contribuem para que esta visão seja ampliada, vide algumas mães brasileiras como: Gisele Bundchen, Malu Borges, Luciana Hosoi e Helena Barbero.