Segundo as previsões meteorológicas, a partir de hoje o Brasil deve enfrentar um período de temperaturas elevadas, em meio à intensificação do fenômeno El Niño, com risco de ondas de calor nos próximos meses. Na Europa, o verão de 2026 foi marcado por episódios de calor extremo e recordes de temperatura. Nesse cenário, moda, arte e publicidade encontram no calor não apenas um tema, mas uma linguagem criativa que transita entre humor, surrealismo e a reflexão crítica aos efeitos assustadores da crise climática.
Na moda, a campanha Urban Beaches, da Prada, lançada em 2026 e fotografada por David Sims, transporta praias para o topo de edifícios, criando oásis improváveis em meio à paisagem urbana. Não tão recente, mas em meio a uma onda de calor agressiva, a campanha Melting Icon, da Magnum, transforma o derretimento do sorvete em uma representação visual irônica das temperaturas extremas.
Entre o desejo de aproveitar o verão e a necessidade de escapar do calor, essas referências exploram o exagero e o absurdo como recursos criativos. Na arte, Olafur Eliasson trouxe de volta a experiência climática de sua instalação imersiva de 2003 com The Weather Project, na qual um sol artificial monumental ocupou a Tate Modern, em Londres, convidando o público a refletir sobre sua relação com o clima e a natureza. Já a artista chilena Livia Marin, na série Broken Things, apresenta objetos cotidianos de porcelana que parecem derreter e se espalhar pelas superfícies, criando uma atmosfera surrealista em que até os materiais mais rígidos perdem sua forma.