Há uma tensão entre o rigor quase clínico das canetas emagrecedoras e a moda que volta a exaltar silhuetas esculturais. A evolução da moda athleisure desloca a roupa esportiva do universo funcional para um território quase conceitual e o sportswear deixa de ser apenas símbolo de performance física e passa a representar disciplina estética, bem-estar e desejo de consumo.
Corpos bronzeados, atléticos e em constante movimento ocupam praias, cenas cotidianas e cenários minimalistas, como na primeira campanha masculina da Cult Gaia fotografada no Rio de Janeiro. Há também um eco do universo visual de Nadia Lee Cohen, comprovando que a moda está privilegiando imagens que sugerem energia e deslocamento contínuo, substituindo a perfeição estática por movimento, elasticidade e potência física.
As fotógrafas Bianca Capozzi e Isabelle Wenzel são reconhecidas por usarem o corpo como escultura, criando poses distorcidas e quase acrobáticas que exprimem mais humor e positividade do que performance. Apesar do culto à magreza extrema ser inegável, o momento atual propõe também uma vitalidade visual mostrando corpos em movimento que correm, dançam, se alongam e transpiram.